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Vinho de Talha: uma produção (quase) milenar

January 29, 2019

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Espumantes: Qual a melhor taça?

 

 

 

Olá, amante do vinho!

Se você é daqueles que tem o perfil de se preocupar em utilizar a taça que considere mais adequada ao tipo de vinho que vai degustar, então esse assunto vai te interessar: a taça para espumante. Sabe-se que existem diversos modelos para servir vinhos doces, brancos, tintos, rosés, Cada tipo de taça se propõe a destacar seus aromas e sabores. Então, vou “falar” sobre um tema que gostaria de compartilhar contigo: a taça para espumante. Qual é considerada a mais adequada?  Percebi que existem alguns modelos oferecidos no mercado, onde parto do principio em ser fabricada em vidro ou cristal (não considerando a qualidade).

 

Antes de continuar, vale um resumo da história:

O vinho espumante surgiu no começo do século XVIII, e naquela época, não havia preocupação no tipo de taça a ser servido. Era em qualquer taça. Geralmente eram taças baixas e de formato cônico, com haste pequena ou sem haste. Os primeiros recipientes feitos, teriam surgido em 1755 na Inglaterra, Pouco mais tarde, em 1773, aparecendo com hastes mais longas, passaram a ser conhecidos como “flütes  à Champagne”, mas essa “novidade” só chegou à França em 1800. A palavra “flüte” só apareceu no dicionário em 1820.

O interessante é que a coupe, apesar de já existir há muito tempo – a famosa taça baixa – existe a lenda que diz que esse tipo tenha sido moldada no seio de Maria Antonieta, só passou a ser mais utilizada para servir champagne nos anos 1830.

Logo, uso da flüte para espumantes é anterior ao da coupe, pois até então ela servia como recipiente para sobremesa. Por isso, a taça  teria sido desenvolvida para destacar o estilo de bebida à época – doce e servia como vinho de sobremesa.  

Apesar de a coupe – a famosa taça baixa cuja lenda diz ter sido moldada no seio de Maria Antonieta – já existir há muito tempo, ela só passou a ser mais utilizada para o serviço de Champagne nos anos 1830. Ou seja, ao contrário do que muitos acreditam, o uso da flûte para os espumantes é anterior ao da coupe. Até então, ela servia como recipiente para a sobremesa. Aliás, acredita-se que a taça teria sido desenvolvida exatamente para exaltar o estilo da bebida na época – que era doce e servia como vinho de sobremesa.

Essa disputa foi intensa, até que em 1960 a flüte passou a ser preferência.

 

 

Qual a melhor ?

 

Não há discussão em relação a taça mais adequada ao tipo de vinho (doce, branco ou tinto). O mesmo não pode ser dito obre o espumante. Perguntas como: Qual a melhor taça para eles? Aquela antiga, de bojo curto e larga (conhecida como coupe), a comprida, estreita e longa (flüte)? De fato, esses dois modelos travam uma batalha histórica desde suas criações. Porém, atualmente ambas estão perdendo sua supremacia.

Atualmente, na realização de uma prova de espumante, os especialistas estão preferindo utilizar uma taça que por conta de lembrar o formato de uma tulipa (flor), entendem destacar as características sensoriais da bebida. Logo, essa taça está sendo conhecida como “Tulipa”, com base ovalada e abertura estreita, onde de acordo com o chef de cave da Moet & Chandon, Benoit Gouez: “Ela é suficientemente estreita na base para poder ter uma boa coluna de líquido e poder observar o caminho das borbulhas, suficientemente larga no corpo para deixar o vinho respirar e desenvolver toda a sua complexidade, e ligeiramente fechada na boca para concentrar os aromas enquanto se permite colocar o nariz dentro do copo ao beber.”

 

Mas, afinal, o que é mais relevante numa degustação de espumante: As borbulhas ou os aromas?

 

Seguindo nesse caminho, nossos especialistas também identificaram a necessidade em desenvolver uma taça adequada para o espumante produzido no país. Para isso, em 2009, a cristaleira Strauss em parceria com a Embrapa e Associação Brasileira de Espumantes (ABE) desenvolveu a Taça oficial dos espumantes brasileiros”. Não foi fácil!! Foram utilizados 26 modelos diferentes  para avaliação, que se resumiram em seis que apresentaram melhor desempenho. Após novas provas, apenas duas foram selecionadas.  Um pequeno lote piloto se submeteu novamente à degustação e chegar as melhorias técnicas, gerando mais um lote para teste que, com a resolução alcançada, foi aprovada com sucesso, com aceitação praticamente unânime para o mercado consumidor.

Prá concluir, tenho certeza que o espumante brasileiro é cada vez mais apreciado pelo consumidor brasileiro.

 

Por isso, digo: Não importa o modelo de taça. Use a que você tem.  Certamente, será o melhor espumante que você apreciou! Só não deixe de brindar, afinal de contas a vida é bela!!

 

Tim Tim!!

 

 

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